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Em Okinawa, o getto não é um ingrediente de cosmética. É a folha em que se envolve o bolo de arroz, a planta que cresce à beira do caminho, o cheiro que fica nas mãos de quem cozinha. Só depois — muito depois — é que chegou aos frascos. Esta é a história de uma planta que a ilha usa há séculos sem lhe chamar nada de especial.
O que é o getto
Getto (月桃) é o nome japonês da Alpinia zerumbet, uma planta da família do gengibre que cresce espontaneamente por toda a ilha de Okinawa. Em português chamam-lhe por vezes gengibre-concha, pelas flores em forma de concha, brancas com as pontas rosadas.
Na ilha, a folha é objeto do dia a dia. Envolve o muchi, o bolo de arroz que se come no inverno, e é essa folha que lhe dá o aroma e o ajuda a conservar-se. As dúnas de casas antigas usavam-na como repelente natural. As avozinhas ferviam-na em chá. É uma planta de uso corrente, sem misticismo nenhum — e talvez seja precisamente por isso que dura há tanto tempo.
Porque é que interessa à pele
As folhas e as sementes do getto são ricas em polifenóis, sobretudo dihidro-5,6-desidrocavaina e taninos, além de um óleo essencial aromático com notas cânforas e cítricas. É uma planta que cresce sob sol intenso, calor húmido e maresia constante — e desenvolveu química própria para lidar com isso.
Em cosmética, o extrato entra sobretudo pela via antioxidante: ajuda a proteger a pele do desgaste oxidativo do dia e a manter o conforto de peles expostas a sol, vento e mar. O aroma, discreto e herbáceo, faz parte da experiência — não é perfume acrescentado.
O que não faz: não é um ativo anti-idade de ação comprovada como o retinol ou a vitamina C, e não é protetor solar. É um ingrediente de conforto e de protecção antioxidante — e uma ponte cultural com a ilha de onde vem.
Sobre a fama da longevidade. Okinawa é uma das chamadas zonas azuis, com uma das maiores proporções de centenários do mundo. Isso deve-se a alimentação, movimento, comunidade e genética — não a uma planta. Preferimos dizer que o getto é parte do quotidiano dessa ilha a sugerir que é a causa de alguma coisa.
Como se usa
O getto não se usa sozinho: aparece em fórmulas, combinado com óleos vegetais e outros extratos. Na prática, os produtos que o levam pedem o mesmo que qualquer cuidado de pele — pouca quantidade, pele limpa, movimentos sem pressa.
- No corpo, sobre a pele ainda húmida do duche, quando a absorção é melhor.
- No rosto, como último passo da rotina da noite.
- Com atenção ao aroma: é ténue e desaparece em minutos. Se procura um perfume duradouro, este não é o caminho — nem pretende ser.
Perguntas frequentes
Getto é o mesmo que gengibre?
São da mesma família botânica (Zingiberaceae), mas são plantas diferentes. O getto usa-se pela folha e pela semente; o gengibre comum, pelo rizoma.
Serve para pele sensível?
Costuma ser bem tolerado, mas contendo óleo essencial natural, faça sempre teste no antebraço durante 24 horas.
Onde cresce?
No arquipélago de Ryukyu, sobretudo em Okinawa, e noutras regiões subtropicais. As fórmulas sérias declaram a origem.
O que temos na curadoria
O Bálsamo Corporal Nutritivo com Getto (38,99 €) e o Óleo Facial Bio Anti-Idade Secret d’Okinawa (49,99 €), ambos da BIJIN, são os dois produtos da nossa curadoria construídos em torno desta planta.
Se quer perceber o contexto em que nasceram, o Ritual do Japão · Okinawa conta como se cuida da pele naquela ilha — e porque é tão diferente do que fazemos por cá.
Nõma SkinCare — curadoria de cosmética natural europeia.
