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Rituais de Banho
Sri Lanka · Himalaias · Bolívia · Japão
Quatro nomes de lugares numa prateleira. Vale a pena dizer o que são — e, sobretudo, o que não são.

De onde vêm os nomes
Estas quatro linhas não são rituais recolhidos no terreno por antropólogos. São viagens imaginadas: cada uma toma o nome de um lugar e tenta traduzir em aroma e textura aquilo que esse lugar evoca. É uma escolha legítima de perfumaria, e é assim que quase toda a cosmética de "origem" funciona — só que raramente alguém o admite.
Nós preferimos dizê-lo, e depois contar-lhe o que os lugares são de verdade. Porque isso, sim, é interessante.
Os quatro lugares
Ceilão
Sri Lanka
A ilha da canela e do chá. Foi de lá que a canela verdadeira — Cinnamomum verum, diferente da cássia que se vende na maior parte dos supermercados — chegou à Europa. Tem também uma tradição própria de medicina, a hela wedakama, prima do ayurveda indiano.
Mahayana
Himalaias
Não é um lugar — é um dos grandes ramos do budismo, o que se pratica no Butão, no Tibete e em boa parte da Ásia Oriental. A ideia que empresta a esta linha é a de que o gesto repetido, feito com atenção, é em si uma prática.
Uyuni
Bolívia
O maior deserto de sal do mundo: mais de dez mil quilómetros quadrados de crosta branca a quase quatro mil metros de altitude. Na época das chuvas cobre-se de uma película de água e transforma-se no maior espelho natural do planeta.
Shinshiro
Japão
Do arquipélago onde o banho é descanso e não pressa — lava-se antes de entrar na água, e a água serve para estar, não para limpar. Contamos essa história por inteiro na página dos Rituais do Japão.
Como acontece de verdade
O que estas linhas têm em comum não é a geografia — é a estrutura. Três gestos, sempre pela mesma ordem, que atravessam quase todas as culturas de banho do mundo.
Uma ou duas vezes por semana, com o corpo já quente e a pele húmida. Movimentos circulares, dos pés para cima. É o gesto que abre o caminho aos outros dois.
O óleo de duche emulsiona ao contacto com a água e limpa sem despir a pele. É o oposto do gel que faz muita espuma e deixa a pele a repuxar.
Sair, secar mal, e aplicar a loção enquanto a pele ainda está molhada. Sela a água em vez de a deixar evaporar. É o passo que quase toda a gente faz tarde demais.
Nota de transparência
O sal destes esfoliantes é sal marinho — não vem do salar de Uyuni. A canela da linha Ceilão não foi colhida por si no Sri Lanka. Estas linhas são inspiradas em lugares, não colhidas neles, e nós vendemo-las na mesma porque o produto é bom e a estrutura de três gestos funciona. Mas não lhe vamos chamar autenticidade quando é evocação.
As quatro viagens completas — esfoliante, óleo de duche e loção para cada uma.
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Rituais e Origens
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O banho de vapor do Norte de África: ghassoul, rosa e argão para purificar e iluminar a pele.
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Três viagens: o Ceilão tropical, os mosteiros do Butão e o deserto de sal de Uyuni.
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