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Rotina na gravidez: o que se evita, o que é pacífico, e a verdade sobre as estrias

Manteiga de karité 100% pura sem perfume

Este é o artigo em que «fale com o seu médico» não é uma fórmula de rodapé — é a resposta. Nada do que se segue substitui o obstetra, a parteira ou o farmacêutico, e há decisões aqui que só eles podem tomar consigo.

Dito isso, há informação útil que uma loja de cosmética pode dar: uma lista curta do que se evita, uma lista curta do que é pacífico, e uma conversa honesta sobre estrias que provavelmente não vai gostar de ler.

O que se evita, e porquê

A lógica destas listas é quase sempre de precaução, e vale a pena perceber a diferença: em muitos casos não há prova de dano — há ausência de estudos, porque não se fazem ensaios em grávidas. Ausência de estudos não é prova de segurança, e é por isso que se evita.

  • Retinóides. A isotretinoína oral é claramente teratogénica e está sujeita a um programa de prevenção da gravidez. Os retinóides tópicos — retinol, tretinoína, adapaleno — evitam-se por precaução. É a interrupção mais comum, e a mais consensual. Sobre o ingrediente, temos retinol.
  • Hidroquinona. Tem absorção sistémica relativamente alta para um tópico, e evita-se.
  • Ácido salicílico em concentração alta e peelings profissionais. Um BHA numa concentração cosmética baixa é geralmente considerado outra coisa — mas confirme.
  • Óleos essenciais em quantidade. Dados escassos e muita variabilidade. Não é motivo para pânico com um creme perfumado; é motivo para não fazer aromaterapia intensiva por conta própria.

E o bakuchiol, já agora

Aparece por todo o lado como «a alternativa segura ao retinol na gravidez». Não está estabelecido que o seja. Não há estudos de segurança em gravidez sobre bakuchiol — o que existe é o raciocínio de que, não sendo um retinóide, não teria os mesmos riscos. É uma inferência razoável, não é uma demonstração. Está explicado em bakuchiol.

O que costuma ser pacífico

Sem promessas absolutas, porque não me compete dá-las — mas são os que geralmente não levantam objecção:

  • Limpeza suave e hidratantes simples.
  • Ácido hialurónico e glicerina — humectantes, sem actividade sistémica relevante.
  • Niacinamida.
  • Vitamina C tópica.
  • Ácido azelaico, que é inclusive usado no tratamento da acne durante a gravidez, sob indicação médica.
  • Protector solar, com preferência frequente pelos filtros minerais — a comparação está em protector solar mineral ou químico.

Repare que isto é, praticamente, a rotina básica: limpar, hidratar, proteger. Para a maioria das pessoas, a gravidez não exige comprar coisas novas — exige parar uma ou duas.

A máscara da gravidez

O melasma — manchas acastanhadas simétricas na testa, no lábio superior e nas maçãs do rosto — é uma das alterações mais frequentes, e é hormonal e solar ao mesmo tempo.

A alavanca principal, com folga, é a protecção solar diária e generosa, incluindo em dias nublados e em interiores com muita luz. Os tratamentos despigmentantes mais eficazes ficam para depois da gravidez e da amamentação, e são conversa de dermatologista. O que há para saber sobre o assunto está em manchas e melasma.

As estrias, e a parte que não vai gostar

Aqui vai a informação mais honesta deste artigo, e é contra o nosso próprio interesse comercial.

As estrias aparecem em 50 a 90% das grávidas. E a evidência de que algum creme as previna é fraca.

Uma revisão Cochrane juntou seis ensaios com 800 mulheres e comparou preparações tópicas com activos contra placebo ou nenhum tratamento. Resultado: não houve diferença estatisticamente significativa no aparecimento de estrias (risco relativo 0,74, com intervalo de confiança de 0,53 a 1,03 — a atravessar o 1). Nem na gravidade. A conclusão dos autores é literal: «não encontrámos evidência de alta qualidade que sustente o uso de qualquer das preparações tópicas na prevenção de estrias durante a gravidez.»

Uma revisão publicada no British Journal of Dermatology é ainda mais específica sobre dois clássicos: a manteiga de cacau e o azeite não são eficazes a prevenir estrias nem a reduzir a sua gravidade. Encontrou alguma evidência limitada para a Centella asiatica e, possivelmente, para massagem com óleo de amêndoa amarga — e note-se a palavra massagem, que pode estar a fazer parte do trabalho.

Então não vale a pena pôr nada?

Vale — só não pelo motivo que a embalagem sugere.

Um óleo ou uma manteiga na barriga alivia a comichão da pele em distensão, que é real e incomodativa; deixa a pele confortável; e o gesto de massajar todos os dias é agradável e ajuda muita gente a lidar com a mudança do corpo.

Compre para isso. Não compre com a expectativa de que evita estrias, porque a probabilidade de as ter depende sobretudo de factores que não controla — genética em primeiro lugar. E se as tiver, não falhou em nada.

Uma coisa que não é cosmética e importa mais

Fica aqui porque é o género de informação que salva sarilhos.

A comichão ligeira na barriga é comum e banal na gravidez. Mas comichão intensa, sobretudo nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, no terceiro trimestre, sem erupção visível, deve ser comunicada ao médico sem demorar. Pode ser sinal de um problema hepático da gravidez que precisa de acompanhamento.

Não é um caso para creme. É um caso para telefonema.

Rotina na gravidez — o que se evita, o que costuma ser pacífico, e o que a revisão Cochrane diz sobre estrias

Perguntas frequentes

E na amamentação?

Muitas das mesmas cautelas se mantêm, e a regra prática acrescenta uma: nada de produtos com activos na zona do peito. Confirme com o médico ou farmacêutico.

Posso pintar o cabelo?

É uma pergunta frequente e não é de cosmética de pele — fale com o médico. A recomendação habitual é esperar pelo segundo trimestre e privilegiar técnicas com menos contacto com o couro cabeludo.

A minha pele mudou completamente. É normal?

É. Pele mais oleosa, mais seca, mais reactiva, acne que volta — tudo acontece, e boa parte reverte depois. É a mesma lógica de qual é o meu tipo de pele: o tipo muda com as hormonas.

Posso usar ácidos para a acne da gravidez?

Alguns sim, sob indicação médica — o ácido azelaico é o mais citado. Não improvise com o que tem em casa.

Protector solar químico faz mal ao bebé?

Não há demonstração disso. A preferência frequente pelos minerais é precaução, não alarme. O erro grave seria não usar nenhum.

Óleo de rosa mosqueta previne estrias?

Entra em várias fórmulas anti-estrias e é um bom óleo, mas nenhum ensaio o estabeleceu como preventivo isolado — vale o mesmo que está acima. Sobre o óleo, temos rosa mosqueta.


Se quer um óleo ou uma manteiga para a barriga, escolha pelo conforto e pelo cheiro, que é o que vai realmente usar todos os dias. Os de um só ingrediente estão nos óleos vegetais puros e os corporais em óleos corporais — e a manteiga de karité pura continua a ser das opções mais simples que há.

E leve a lista deste artigo à consulta, em vez de a resolver sozinha na internet. É para isso que ela serve.

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Exige a mesma coisa que qualquer pele exige — limpeza suave, hidratante e protector solar —, eventualmente com texturas mais leves. A embalagem preta e cinzenta é uma decisão de marketing, não de formulação. Há, isso sim, uma variável que muda tudo e que só existe aqui. Barbear é esfoliar É a ideia central deste artigo. Uma lâmina não corta só o pelo. Remove também camadas do estrato córneo — as células mortas da superfície. Quem se barbeia todos os dias está, literalmente, a esfoliar a cara todos os dias. Isso explica quase tudo o que se segue: por que razão a pele barbeada arde com álcool, por que razão fica seca, e por que razão os produtos agressivos que funcionam noutra pele fazem estragos nesta. E explica também por que razão o passo mais importante da rotina de quem se barbeia não é o barbear — é o que vem antes e depois. E quase ninguém o faz Um estudo com 340 homens, publicado em 2021 no Journal of Dermatology, perguntou-lhes exactamente o que fazem. 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Uma substituição num gene de queratina específico do folículo piloso está associada a um risco seis vezes maior de desenvolver a condição. Não é falta de técnica. Deixa marcas. Hiperpigmentação pós-inflamatória é comum, sobretudo em pele mais escura, e em casos persistentes podem formar-se quelóides. Não é uma questão estética passageira. E aqui é que os dois conselhos clássicos falham Uma revisão publicada em 2016 no International Journal of Cosmetic Science foi verificar a base das recomendações habituais. A conclusão é directa: «há falta de evidência clínica robusta que sustente as recomendações de evitar ou reduzir o barbear, ou de se barbear com uma lâmina de gume único.» Mais do que isso: os autores citam evidência clínica de que a pseudofoliculite não é agravada pelo barbear diário com lâmina multilâminas, quando feito como parte de um regime — e evidência preliminar de que um regime diário com hidratação antes e hidratação depois pode até ser benéfico. Convém não exagerar na leitura. Deixar de se barbear continua a ser a solução mais definitiva quando é possível — e para muita gente não é, por razões de trabalho. O que a literatura diz é outra coisa: que a culpa foi durante décadas atribuída ao instrumento, quando os dados apontam mais para o regime. Traduzindo: em vez de trocar de lâmina, troque de rotina. Como se faz, na prática Amoleça o pelo primeiro. Água morna, dois a três minutos — ou barbeie-se no fim do duche. Pelo hidratado corta-se com menos força. Use um produto de barbear a sério, não sabonete. Serve para a lâmina deslizar, não para fazer espuma bonita. Não estique a pele para apanhar o pelo mais rente. É isso que faz o pelo cortado recolher para dentro do folículo. No sentido do crescimento, se tem tendência a encravados. Contra o pelo corta mais rente — e mais rente é exactamente o problema. Não passe duas vezes no mesmo sítio. É a causa número um de ardor. Lâmina limpa e lâmina nova. Uma lâmina romba puxa em vez de cortar. Hidrate a seguir, sempre. E nada de aftershave com álcool: o ardor não é desinfecção, é irritação numa pele que acabou de ser esfoliada. Se deixar crescer A barba não dispensa cuidados — muda-os. Lave-a. Com champô ou com um produto próprio, não com sabonete de rosto: o sabão resseca o pelo e a pele por baixo. A comichão das primeiras semanas é o pelo cortado a atravessar a pele, e passa. Se a comichão vem com descamação branca por baixo da barba, é outra coisa — dermatite seborreica, que é banal, tratável e não é «caspa da barba» por falta de higiene. O óleo de barba é um cosmético de conforto: amacia o pelo, reduz o frizz e trava a comichão da pele por baixo. Não faz crescer a barba. A densidade da barba decide-se nos folículos e nas hormonas, e não há óleo que a mude — quem diz o contrário está a vender-lhe uma inferência. Óleos leves funcionam melhor do que os pesados: o jojoba é o mais parecido com o sebo natural, e o argão é o mais equilibrado para uso diário. O passo que os homens saltam É o protector solar, e não há grande discussão sobre isto. A cara é a zona mais exposta do corpo durante a vida inteira, e é a zona que mais gente deixa sem protecção. Se de toda esta lista só quiser adoptar uma coisa, adopte esta — e escolha uma textura que não incomode, porque a que se usa é a que funciona. A comparação entre filtros está em protector solar mineral ou químico. Perguntas frequentes Máquina eléctrica ou lâmina? A máquina corta menos rente, o que costuma ajudar em pele com tendência a encravados. Em contrapartida, no estudo acima, quem usa máquina prepara ainda menos a pele — e a preparação conta mais do que o aparelho. Esfoliar ajuda os encravados? Ajuda a libertar pelos presos à superfície, mas com moderação: quem se barbeia já esfolia. Uma a duas vezes por semana, e nunca no dia do barbear. Preciso de produtos «para homem»? Não. Precisa de produtos adequados à sua pele. A única especificidade real é o barbear — e o que ele pede é hidratação antes e depois, não uma embalagem preta. Posso usar retinol se me barbeio? Pode, com cuidado: barbear e retinóide são duas agressões à mesma barreira. Comece em dias alternados e nunca aplique logo a seguir ao barbear. Está explicado em retinol. Os encravados podem infectar? Podem. Se houver pus abundante, dor ou vermelhidão a alastrar, isso é foliculite e é assunto médico — não é caso para insistir com esfoliantes. E se os encravados não passam? Um dermatologista tem opções que não estão numa loja — desde tópicos queratolíticos até laser, que é hoje a via mais eficaz nos casos persistentes. Desodorizante natural funciona para quem transpira muito? Funciona no odor, que é o que ele trata. Não é antitranspirante — não reduz a transpiração. É uma distinção importante e está em desodorizante sem alumínio. Na loja, o que faz sentido aqui é curto. Uma limpeza suave, um hidratante que não incomode depois do barbear, e protecção solar. Para a barba, os óleos vegetais puros de um só ingrediente funcionam tão bem como qualquer «óleo de barba» — e sabe-se o que lá está dentro. E nos desodorizantes, o Clean For Men com louro, manuka e toranja e a linha Active, de força extra, são os que fazem mais sentido para quem treina.